quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mensagem de Paz


A vida é feita de escolhas, mas o mundo é feito de covardias. Tantas guerras, tantos alvoroços, tantas injustiças. Podemos mudar isso, podemos fazer a diferenças, podemos acabar com a covardia desse planeta e fazer reinar a paz sobre ele! Temos a escolha de colaborar com os conflitos, ou nos manifestar contra eles. Temos a escolha de concordar com as guerras, ou discordar e reagir contra elas. Temos a escolha de deixar o mundo se acabar, ou trazer para ele a famosa paz, a paz verdadeira. Todos queremos paz!


Larissa Pina

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Crônica

Tragédia de Afeto


               Dia lindo, céu limpo, sol brilhando... era um belo dia de sábado na preia mais encantadora de todo o país.
               Roberto pôs-se a correr no calçadão, tirou o dia inteiro para total lazer. Estava sentindo extrema felicidade, pois acabara de ganhar uma promoção naquele mesmo dia.
               Decidiu parar e descansar um pouco a areia da praia. Passando a mão naqueles pequenos grãos claros e macios ele observava o mar.
          Próximo de Roberto havia uma família com três crianças. Elas brincavam, pulavam, e até gritavam de curtição. Roberto sorria só de ver a felicidade imensa daqueles seres lindos.
               De repente um cenário trágico atingiu aquele lugar. Um homem desconhecido e com trajes fúteis apontava um calibre 12 para as crianças, ameaçando mata-las caso os pais não o desse o que queria. Em um segundo o bandido atirou no caçula e fugiu correndo.
            Roberto chorava muito, seu desespero era imenso, acabou percebendo o tamanho de seu afeto pela criança apenas por um olhar.
Produzido por: Larissa Martins Pina

Resumo: "Uma Garrafa no Mar de Gaza"

  
           Um homem-bomba se explodiu dentro de um café em Jerusalém. Seis corpos foram encontrados. Uma garota, que se casaria naquele dia, morreu junto com o pai "algumas horas antes de vestir seu lindo vestido branco". E Tal não consegue parar de pensar em tudo isso. Tal é uma israelense que, como toda garota de dezessete anos, vive suas primeiras experiências - o primeiro grande amor, as primeiras escolhas profissionais e também o primeiro atentado. Depois de vivenciar esse momento trágico, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, coloca em uma garrafa e pede ao irmão, que presta o serviço militar perto de Gaza, para lançá-la ao mar. Algumas semanas depois, recebe a resposta de um certo "Gazaman"... eles trocam e-mail por muito tempo. Tal conta sobre sua vida, suas experiências, e tudo que acontece por Tel Aviv, mas Gazaman só responde com ironias, até se apaixonar por ela.

Campanha do Bullying

Tirinha:
Charge:


Obs: clique na tirinha para visualizar melhor.



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Literatura em Vídeo : Feliz Aniversário



"Feliz Aniversário" , obra de Clarisse Lispector, trata de uma senhora de idade que está completando 89 anos , e sua filha Zilda faz para ela uma festa de  comemoraçao. Dona Anita, como se chama, sente-se infeliz durante a festa, pois seus filhos e noras são todos ingratos e falsos.
Leiam a obra integramente, e vejam o quanto assoscia-se a realidade.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Poesias da Biblioteca

Autor: Henriqueta Lisboa

Título: Pérola

Poesia:  Delicadeza de caule
             oculta na sombra a flor.

             Um anjo que ninguém vê
             caminha nos corredores
             pé ante pé
             como sobre tapetes
             para não despertar
         
             Malícia fina
             dissolve entre os dentes
             a palavra que palpitou
             na língua
             mas que ao silêncio volta
             para não melindrar.
         

             Paciência que não engana
             aquecendo sem brilho
             à espera
             retarda uma vez mais
             a carícia
             para não assustar
             pérola entre pérolas
             no fundo do mar.


Autor: Cecília Meireles

Título: A Bailarina

Poesia:  Esta menina
             tão pequenina
             quer ser bailarina.

             Não conhece nem dó nem ré
             mas sabe ficar na ponta do pé.

             Não conhece nem mí nem fá
             mas inclina o corpo para cá e para lá.

             Não conhece nem lá nem só
             mas fecha os olhos e sorri.

             Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
             e não fica tonta nem sai do lugar.

             Põe no cabelo uma estrela e um véu
             e diz que caiu do céu.

             Esta menina
             tão pequenina
             quer ser bailarina.

             Mas depois esquece todos as danças,
             e também quer dormir como as outras crianças.


Autor: Henriqueta Lisboa

Título: A menina tonta

Poesia:  Eu quero o arco-íris eu quero
             diz a menina com fé.

             (Seus olhos são duas lágrima
             boiando em folha de malva.)

             -O arco-íris ninguém consegue
             tocar com a ponta dos dedos.

             -É razão de meu suspiro
             tê-lo puro intacto virgem.

             -Terás um vestido novo
             listrado de sete cores
             cada cor de uma alegria.

             -O vestido não tem asas
             para passeios alados.
             Quero das fitas do arco-íris
             fazer os meus próprios trilhos
             a sair andando ao léu
             pelas varandas do céu
             para conhecer países
             que o mapa não existem
             habitar outros planetas
             mais habitáveis que este.

             -Menina não sejas tonta
             o arco-íris é apenas sonho
             matérias de sonho é zero.

             -Eu sonho por não poder
             ter aquilo que mais quero
             quero aquilo que não tenho
             ainda que não valha nada
             por não poder alcançá-la.
             Se o pudesse não quisera
             nem sonhara.

             (Os olhos brilham que brilham
             aos revérberos do arco-íris.)

Biografia dos Autores

Henriqueta Lisboa - "Pérola" e "A menina tonta"



        Henriqueta Lisboa nasceu em Lambari, MG, em 15 de julho de 1901 e morreu em Belo Horizonte em 9 de outubro de 1985, filha de João de Almeida Lisboa, deputado federal, e de Maria Rita Vilhena Lisboa. Foi poeta, tradutora, ensaísta e, ainda, docente de literaturas hispano-americana e brasileira e de literatura geral. Fez o curso normal no Colégio Sion em Campanha, MG.
        Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1924. Seu primeiro livro de poemas, publicado em 1925, intitulava-se Fogo fátuo, de tendência simbolista, traço marcante de sua obra até a década de 1940. Recebeu durante sua vida vários prêmios: em 1931, foi agraciada com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras pelo livro Enternecimento; em 1952, a Câmara Brasileira do Livro premiou seu livro infantil Madrinha lua; pelo conjunto de sua obra obteve três prêmios, a Medalha da Inconfidência de Minas Gerais em 1955, o Prêmio Brasília de Literatura em 1971 e o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras em 1984.
         Sua extensa produção intelectual é composta por ensaios literários, traduções, organização de antologias de poesias. Colaborou com várias revistas editadas no Rio de Janeiro e Minas Gerais, entre as quais O Malho, Revista da Semana, A Manhã, O Jornal, com a revista Kosmos e com a revista Festa ao lado de Gilka Machado e Cecília Meireles. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Entre 1940 e 1945 manteve com o escritor Mário de Andrade, uma vasta correspondência, onde discutiam temas pessoais e literários.
         Foi a primeira mulher eleita para a Academia Mineira de Letras em 1963, onde ocupou a cadeira de nº 26. Sua poesia tornou-se conhecida no exterior, sendo traduzida em várias línguas, como o francês, inglês, italiano, espanhol, alemão e latim. Henriqueta Lisboa traduziu obras de Dante, Guillén, Gabriela Mistral, entre outros. Em Senhorita X, encontramos o poema Quando tenhas de vir, de sua autoria.



Cecília Meireles - "A Bailarina"

 


           Cecília Meireles foi poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina, de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreia na literatura com o livro "Espectros". Participou do grupo literário da Revista Festa, grupo católico, conservador e anti modernista. Dessa vinculação herdou a tendência espiritualista que percorre seus trabalhos com frequência.

            A maioria de suas obras expressa estados de ânimo, predominando os sentimentos de perda amorosa e solidão. Uma das marcas do lirismo de Cecília Meireles é a musicalidade de seus versos. Alguns poemas como "Canteiros" e "Motivo" foram musicados pelo cantor Fagner. Em 1939 publicou "Viagem" livro que lhe deu o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras.
          Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901. Órfã de pai e mãe, aos três anos de idade passa a ser criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Fez o curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac a medalha do ouro por ter feito o curso com louvor e distinção. Formou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Passa a exercer o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro. Estreia na Literatura com o livro "Espectros" em 1919, com 17 sonetos de temas históricos.
           Em 1922 casa-se com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Viúva, casa-se pela segunda vez com o engenheiro Heitor Vinícius da Silva Grilo, falecido em 1972. Estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931, publicou vários artigos sobre os problemas na educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro.
           Cecília Meireles lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, em 1940. Profere em Lisboa e Coimbra, conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.
           Cecília Benevides de Carvalho Meireles morre no Rio de Janeiro no dia 9 de novembro de 1964. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Cecília Meireles é homenageada pelo Banco Central, em 1989, com sua efígie na cédula de cem cruzados novos.


Valérie Zenatti - "Uma garrafa no mar de Gaza"

 



         Valérie Zenatti nasceu em Nice, em 1970 e , com a idade de treze anos, se mudou com sua família para Israel , onde se estabeleceram em Beersheba , no deserto de Negev. Quando tinha dezoito anos , ela fez o serviço militar, que é exigido de jovens homens e mulheres da mesma forma e logo depois retornou à França. Ela trabalhou lá como au pair , vendedora , jornalista e professor de hebraico. Hoje, ela é um autora, roteirista e tradutora e está profundamente envolvida com o trabalho de Aharon Appelfeld .
     Seus livros para crianças e adultos jovens, em grande parte inspirados por suas experiências pessoais, se preocupam tanto com as experiências das crianças e as culturas juvenis e as vidas cotidianas de jovens em meio aos conflitos culturais , políticas e religiosas entre Gaza e Jerusalém. Um exemplo disso é " Quando eu era um soldado " , de 2005 , que descreve seu próprio tempo no serviço militar, dando conta da vida como um soldado do sexo feminino, representando a lenta transição da infância para a idade adulta. Ele descreve o caminho do personagem principal, Valérie , a partir de seus exames , através de seu ingresso no exército, às rotinas e exercícios militares e falta de sono e privacidade. A jovem imigrante , cheio de curiosidade, está entusiasmada com seu trabalho em contra-espionagem e , pela primeira vez , sente-se um sentimento de pertença . No entanto, ainda há momentos em que as imagens do inimigo e as razões de seu próprio comportamento tornar-se turva . O autor descreveu sua abordagem para escrever o livro em uma entrevista com o " É mim , mas não sou eu" . " É a minha história, mas eu escrevi -o como um romance. Não é um livro de memórias exatas. "
         Embora haja uma notável ausência de discussão política neste romance para jovens adultos , seu segundo livro , "A Garrafa no Mar de Gaza " , 2008, reflete sobre a política de Valérie Zenatti confronto em seus primeiros anos em Israel. As vidas anos Tal dezessete na parte judaica de Jerusalém . Depois de um atentado suicida em um lugar público no bairro, ela decide dar uma cara para o chamado inimigo na Faixa de Gaza. Através de mensagens em garrafas e coincidências , ela começa a conhecer a 20 anos de idade , Naïm . Os dois se comunicam por e -mail. Esta é uma descrição narrativa do primeiro passo para aproximar-se e superar os estereótipos arraigados de posições culturais e políticas.


Luis Dill - "Todos Contra Dante"


                Luís Dill nasceu em Porto Alegre no dia 04 de abril de 1965. Formou-se em Jornalismo pela PUC / RS. Como jornalista já atuou em assessoria de imprensa, em jornal, em rádio, em televisão e em Internet. Atualmente é Produtor Executivo da Rádio FM Cultura na capital gaúcha onde reside. Como escritor estreou em 1990 com a novela policial juvenil A Caverna dos Diamantes. Atualmente tem 37 livros publicados, além de participações em diversas coletâneas. Também é colaborador de jornais e de revistas. Já foi finalista de diversos prêmios literários tendo recebido o Açorianos na categoria Conto pelo livro Tocata e Fuga (Bertrand Brasil) e na categoria Juvenil com o livro De carona, com nitro (Artes e Ofícios) e Decifrando Ângelo (Scipiome). Recebeu o prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha dos Escritores na categoria Poesia com o livro Estações da poesia(Positivo). Também foi laureado com o terceiro lugar do prêmio Biblioteca Nacional na categoria Juvenil com o livro O estalo (Positivo).  Na sua atividade de escritor, participa de feiras do livro em todo o Rio Grande do Sul e de variados tipos de encontros com leitores em escolas e universidades.